Pororoca-Cabogó

Cobogó é uma espécie de tijolo perfurado ou elemento vazado, feito de cimento, utilizado na construção de paredes ou fachadas perfuradas, com a função de quebra-sol ou para separar o interior do exterior, sem prejuízo da luz natural e da ventilação.

Pororoca é vocábulo que advém do Tupi Guarani e quer dizer estrondo, estouro, rebentação. Considerada como a devolução da água doce despejada no mar pelo rio Amazonas, a pororoca provoca estrondo tal, que toda a floresta, como prenúncio, fica silenciosa, aguardando a passagem imponente de suas ondas que podem alcançar altitude de até seis metros, a uma velocidade que pode variar de quinze a trinta quilômetros por hora.

AUTOR : Sara Bononi

Categoria : Poesia

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SOBRE AUTOR

Sara Bononi

Sara Lúcia de Freitas Osório Bononi
Poeta, atriz, advogada, ativista em direitos humanos
Gosta de cozinhar, de saber o que está comendo e queria ser independente cedo, por
isto cursou técnico em nutrição. Por esta via aos 18 anos ingressou no mercado de trabalho como técnica no hospital da USP de São Paulo. Ali, entre pessoas de cor laranja por
questões de bile e crianças que necessitam reconstituir a pele e sorriam quando a sobre mesa era outro doce que não gelatina, encontrou-se com a poesia. Depois veio a beleza
das estruturas orgânicas e se bandeou para química. Ainda hoje é apaixonada mas se
deparou com o limite do Cálculo. Direito, sua última parada, era na verdade paixão de um
seu ficante, atual amante, (palavra mais quente que marido ou companheiro). Nasceu em
São Paulo e hoje mora em São Carlos, interior de SP, onde transita entre várias áreas do
direito, com enfoque em direitos humanos e ambiental.

"Livro incrível , não conseguia parar de ler , ele nos envolve de uma forma indescritivel"
Evelyn Duncan
USA Today
"Gostei muito dos poemas desse livro realmente inspirador."
Kelli Marconi
Mashable

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Poesia

Pororoca-Cabogó

A autora traz aqui, para compor o título de sua obra, a surpreendente junção dos vocábulos “Pororoca-cobogó”, sugerindo-nos o encontro das águas em poesia respiratória, “por todos os poros” do existir, de modo a “caber em onda/depois de correr vento,/implodir manhã lume de lua,/magia em descompassada rima, Odoyá,/ cabelos da menina.”

" Não há ninguém para ouvir o medo que a moça, grávida, tão linda, carrega e cresce, junto à barriga. "

Sara Bononi

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