CEREJA’S NEW


Strelitiza Mater

Uma memória embalaustrada pelo tempo

Em Strelitzia Mater, Lucimar Zanzoni transforma cartas, receitas, objetos e lembranças deixados pela mãe em uma delicada arqueologia afetiva sobre maternidade, perda e ancestralidade.

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O NAUFRÁGIO DO NAVIO PRESIDENTE VARGAS

O navio afunda.

Mas quem emerge das águas são as mulheres do Marajó, os pescadores, as lendas, os encantados, a solidão amazônica e um Brasil que raramente aparece nos jornais, nos romances ou nos debates nacionais.

É exatamente isso que acontece durante a leitura de O Naufrágio do Navio Presidente Vargas, de Rosieli Mendes Cruz.

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O espelho do presente

Enquanto lia Os Dias que Foram e os que Ainda Não Vieram, de Roberta Cavalcanti, uma imagem me acompanhava silenciosamente: a de um espelho. Um espelho é um objeto curioso — ele nunca nos permite olhar para o passado nem para o futuro. Diante dele, só existe o instante que acontece agora. O reflexo não guarda memória nem faz promessas. Ele apenas devolve o presente.

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Letra Empunho: escrever também é um modo de agir

Letra Empunho é um livro que toma a palavra como gesto. Publicado em 2025, o volume reúne cerca de uma centena de poemas curtos e médios que exploram a escrita como ação — como empunhadura simbólica da linguagem, capaz de tensionar identidade, corpo e posicionamento no mundo. O título já anuncia essa dupla dimensão: escrever é, também, um modo de agir.

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Vontades Incompletas

Vontades Incompletas é um livro que se constrói a partir da falta — e faz dela matéria poética. Publicado em 2025 pela Editora Patuá, o volume reúne mais de noventa poemas em versos livres e marca um momento significativo na trajetória de Edylane Eiterer, lançado no mesmo contexto de sua posse na Academia Juiz-forana de Letras, fato que reforça o reconhecimento institucional de uma voz já madura e singular.

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Uma travessia entre ruínas, consciência e encontro

A narrativa se passa num século que se estende até o ano 2100, quando a Terra se aproxima de um colapso definitivo — fruto de pandemias, tragédias climáticas e um modelo civilizatório que, em sua ânsia de progresso, devastou os próprios alicerces que sustentavam a vida humana.

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Eu “odeio” Chico Buarque de Holanda

Cerca de 99,9% dos brasileiros são aficcionados pelas canções do cantor e compositor Chico Buarque há décadas. Po isso, quando alguém ousa dizer que o “odeia”, no título de um livro, isso pode soar até ofensivo, mesmo que esse ódio venha entre aspas. A força de Eu “Odeio” Chico Buarque de Holanda”, de Fernando Mundim Veloso, já começa, portanto no seu próprio título, que nos arranca da cadeira ou de onde estivermos, para pegá-lo nas mãos e entender, melhor, do que se trata.

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Leque de Pássaros

meu pai equilibrava-se sobre as correntezas da vida: em uma mão, trazia um vaso de alabastro e,  na outra,

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A importância da Participação Colaborativa: DNA do Coletivo Literário Prato de Cerejas

A participação colaborativa é um elemento fundamental dentro de um coletivo, e no projeto literário Prato de Cerejas, essa prática é valorizada e enraizada em seu DNA. Compartilhar vai além de simplesmente dividir algo com os outros; é uma atitude que promove a conexão, o crescimento mútuo e a criação de laços sólidos. Neste artigo, exploraremos a importância de compartilhar e como esse princípio tem sido fundamental para o sucesso e o espírito colaborativo do Prato de Cerejas.

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