Você desabotoou minha garganta.
Que eu abrisse todos os casulos.
Soltasse as borboletas que recém nasciam.
Vestiu minha pele de pele de pássaro. E lua.

O NAUFRÁGIO DO NAVIO PRESIDENTE VARGAS
O navio afunda.
Mas quem emerge das águas são as mulheres do Marajó, os pescadores, as lendas, os encantados, a solidão amazônica e um Brasil que raramente aparece nos jornais, nos romances ou nos debates nacionais.
É exatamente isso que acontece durante a leitura de O Naufrágio do Navio Presidente Vargas, de Rosieli Mendes Cruz.

