O dia em sua gravidez
me venta
e a tez das alvoradas
me divina
A brisa da saúde
me elementa
e o abraço da alegria
me menina
A tarde em sua placidez
me veste
e a vista da vontade
me devassa
A senha do crepúsculo
me leste
e o sonho da comunião
me massa
A noite em sua avidez
me vasta
e a paridez da música
me guia
A inspiração dos magos
me devasta
e a produção dos versos
me magia

O NAUFRÁGIO DO NAVIO PRESIDENTE VARGAS
O navio afunda.
Mas quem emerge das águas são as mulheres do Marajó, os pescadores, as lendas, os encantados, a solidão amazônica e um Brasil que raramente aparece nos jornais, nos romances ou nos debates nacionais.
É exatamente isso que acontece durante a leitura de O Naufrágio do Navio Presidente Vargas, de Rosieli Mendes Cruz.

