Como dragões com medo

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Como dragões com medo

Ouça o silêncio sem fantasias.
É tudo um mistério,
parece impossível a misericórdia
diante de tanta miséria,
diante de nossa entrópica sina.
O leão ruge em nossa mente
verdadeiros inimigos,
num quando de liberdade escravizada
por emoções atrofiadas.
Cegos distantes da intuição,
Caminhamos,
enquanto o medo, nosso pai,
impõe-nos limites.
Bons encontros, buscamos,
repudiando o diferente,
doentes do coração
como dragões reinando em morta existência.
Longe do fogo.
Então, por que me urges?
Que tudo passe sem que eu venha
apreciar os teus afrescos,
se não puderes me ofertar
as chaves de teus secretos recônditos.

O espelho do presente

Enquanto lia Os Dias que Foram e os que Ainda Não Vieram, de Roberta Cavalcanti, uma imagem me acompanhava silenciosamente: a de um espelho. Um espelho é um objeto curioso — ele nunca nos permite olhar para o passado nem para o futuro. Diante dele, só existe o instante que acontece agora. O reflexo não guarda memória nem faz promessas. Ele apenas devolve o presente.

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Letra Empunho: escrever também é um modo de agir

Letra Empunho é um livro que toma a palavra como gesto. Publicado em 2025, o volume reúne cerca de uma centena de poemas curtos e médios que exploram a escrita como ação — como empunhadura simbólica da linguagem, capaz de tensionar identidade, corpo e posicionamento no mundo. O título já anuncia essa dupla dimensão: escrever é, também, um modo de agir.

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Vontades Incompletas

Vontades Incompletas é um livro que se constrói a partir da falta — e faz dela matéria poética. Publicado em 2025 pela Editora Patuá, o volume reúne mais de noventa poemas em versos livres e marca um momento significativo na trajetória de Edylane Eiterer, lançado no mesmo contexto de sua posse na Academia Juiz-forana de Letras, fato que reforça o reconhecimento institucional de uma voz já madura e singular.

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