Noiva Cadáver

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Noiva Cadáver

 By Anthony Clarkson

Dirijo dentro da noite veloz.
Fumaça. Carros. Ciclistas atropelados.
Pelo retrovisor, vou deixando pra trás todas as ilusões.
Mas, a esperança ainda me alcança pelos cabelos,
com seu braço longo.
Noiva cadáver, arrasto os sonhos amarrados no para-choque,
pendurados pelas ruas,
enquanto fujo dos teus abraços.
Enfrento o frio da noite e os fantasmas da dúvida.
Estrangulo os filhos da culpa.
Entro num túnel de estrelas, mas desapareço na escuridão.
A velha desdentada me agarra
e me embala feito criança parida na calçada.
Ela me abraça e me conta os seus segredos.
Me cobre os seios. Tapa as minhas vergonhas.
E decreta o meu desterro.

O NAUFRÁGIO DO NAVIO PRESIDENTE VARGAS

O navio afunda.

Mas quem emerge das águas são as mulheres do Marajó, os pescadores, as lendas, os encantados, a solidão amazônica e um Brasil que raramente aparece nos jornais, nos romances ou nos debates nacionais.

É exatamente isso que acontece durante a leitura de O Naufrágio do Navio Presidente Vargas, de Rosieli Mendes Cruz.

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O espelho do presente

Enquanto lia Os Dias que Foram e os que Ainda Não Vieram, de Roberta Cavalcanti, uma imagem me acompanhava silenciosamente: a de um espelho. Um espelho é um objeto curioso — ele nunca nos permite olhar para o passado nem para o futuro. Diante dele, só existe o instante que acontece agora. O reflexo não guarda memória nem faz promessas. Ele apenas devolve o presente.

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