Teu corpo como um livro Tatuado,
Vivo
Eu leio como um cego
Deslizo sobre o vidro
Desmonto como um lego
Espalho sem juízo
O coração entrego
Perverso paraíso.
Se vício você fosse
Um breve amor bonito
lascívia agridoce
Instante infinito
Vazante que me trouxe
Suave como um grito
Delícia de açoite Gemido.
Quem tu és? quem eu sou?
Um revés, um torpor
Mar nos pés,
visgo e dor Vil amor
Um dragão revelado
tatuado no teu ventre

O NAUFRÁGIO DO NAVIO PRESIDENTE VARGAS
O navio afunda.
Mas quem emerge das águas são as mulheres do Marajó, os pescadores, as lendas, os encantados, a solidão amazônica e um Brasil que raramente aparece nos jornais, nos romances ou nos debates nacionais.
É exatamente isso que acontece durante a leitura de O Naufrágio do Navio Presidente Vargas, de Rosieli Mendes Cruz.

