VIL AMOR

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VIL AMOR

Teu corpo como um livro Tatuado,
Vivo
Eu leio como um cego
Deslizo sobre o vidro
Desmonto como um lego
Espalho sem juízo
O coração entrego
Perverso paraíso.
Se vício você fosse
Um breve amor bonito
lascívia agridoce
Instante infinito
Vazante que me trouxe
Suave como um grito
Delícia de açoite Gemido.
Quem tu és? quem eu sou?
Um revés, um torpor
Mar nos pés,
visgo e dor Vil amor
Um dragão revelado
tatuado no teu ventre

O NAUFRÁGIO DO NAVIO PRESIDENTE VARGAS

O navio afunda.

Mas quem emerge das águas são as mulheres do Marajó, os pescadores, as lendas, os encantados, a solidão amazônica e um Brasil que raramente aparece nos jornais, nos romances ou nos debates nacionais.

É exatamente isso que acontece durante a leitura de O Naufrágio do Navio Presidente Vargas, de Rosieli Mendes Cruz.

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O espelho do presente

Enquanto lia Os Dias que Foram e os que Ainda Não Vieram, de Roberta Cavalcanti, uma imagem me acompanhava silenciosamente: a de um espelho. Um espelho é um objeto curioso — ele nunca nos permite olhar para o passado nem para o futuro. Diante dele, só existe o instante que acontece agora. O reflexo não guarda memória nem faz promessas. Ele apenas devolve o presente.

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O que acharam do livro

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